Fórum Social pela Vida, um apelo do Evangelho

A Arquidiocese de Mariana realiza, de 18 a 21 de setembro, em Viçosa, a 9ª edição do Fórum Social pela Vida (FSV). Criado pelo Servo de Deus, Dom Luciano Mendes, em 2001, o FSV visa despertar nos cristãos e cristãs a consciência de seu compromisso social e político que nasce do Evangelho. Esse compromisso decorre do batismo que recebemos e que nos faz participantes da missão de Cristo que é “anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e a recuperação da vista aos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,18-19).

A Dimensão Social e Política da Evangelização sempre foi um desafio para a Igreja. Nem todos os cristãos a compreendem e não poucos acusam os que a assumem de ideologizarem o Evangelho. Nos tempos atuais, então, marcados por polarizações, fundamentalismos e extremismos, nos campos político e religioso, é ainda mais desafiante compreender e pregar que a “fé sem obras é morta” (Tg 2,17). Não sei como soam no coração de muitos cristãos as palavras de Cristo: “Todas as vezes que vocês deixaram de fazer isso a um desses mais pequeninos, foi a mim que o deixaram de fazer” (Mt 25,45).

No Fórum deste ano, nossa preocupação se volta para o cuidado com a criação. Estimulados pela Campanha da Fraternidade, queremos escutar com os ouvidos e o coração a terra e os pobres que clamam por vida, justiça e paz, lembrados de que “se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19,40).

Entendemos que essa luta é de todos, por isso, o FSV é espaço de diálogo com todos e todas que, independentemente de seu credo, empunham a bandeira da vida, da justiça social, da paz e do compromisso com a construção de uma sociedade justa e fraterna. É ocasião de refletir sobre como nós, cristãos e cristãs, nos colocamos diante das ameaças à democracia, à cidadania e de toda situação que fere de morte a milhões de irmãos e irmãs.

Deus nos envie seu Espirito de luz e sabedoria a fim de que o Fórum nos ajude a compreender que “não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no coração dos discípulos de Cristo” (GS 1) e, assim, assumamos com força e coragem o Evangelho da Vida, da Justiça e da Paz.