Paróquia promove encontro de formação sobre CF-2026

Agentes de pastoral das comunidades da Paróquia São João Batista, em Viçosa MG, participaram de um encontro de formação sobre a Campanha da Fraternidade de 2026, que tem por tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1, 14). O encontro aconteceu no último sábado, 17, no Centro Paroquial de Pastoral Dom Luciano Mendes, reuniu 65 pessoas e foi assessorado pelo pároco, padre Geraldo martins.

Iniciativa anual da Igreja Católica no Brasil, a Campanha da Fraternidade (CF) é organizada pela CNBB e se apresenta como um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social. Pela segunda vez, a Campanha tem como foco a realidade da moradia no Brasil, convidando os cristãos a construir uma sociedade justa, onde todos tenham um lar adequado. A primeira CF sobre moradia foi em 1993.

Padre Geraldo dialogou com os participantes sobre o significado da palavra moradia e explorou o cartaz da campanha, que traz no centro a imagem de Cristo sem-teto, deitado num banco, imagem das pessoas em situação de rua e das que não têm teto. No banco, sobra um pequeno espaço que convida as pessoas a se aproximarem de quem não tem teto.

Segundo o assessor, o Brasil enfrenta um déficit habitacional de 6 milhões de moradias, somado a um déficit de 26 milhões de residências inadequadas, isto é, sem saneamento básico (água, luz,  coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, coleta e destinação do lixo, drenagem e manejo da água das chuvas) e espaços de lazer.

O pároco explicou que a moradia é um direito humano garantido no artigo 6º da Constituição Federal de 1988 e que todos os demais direitos passam pela moradia. “A manutenção de uma moradia digna não pode comprometer as necessidades básicas da família. Além disso, uma moradia digna exige habitabilidade, infraestrutura adequada, segurança e fácil acesso a transporte público”, disse.

Padre Geraldo chamou atenção também para a especulação imobiliária que enriquece a muitos e empobrece milhões de pessoas. Destacou também que os pobres pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos e que há 300 mil pessoas em situação de rua no Brasil. “Estes irmãos e irmãs nossos são alvo de preconceitos, discriminação e racismo”, considerou.

Divididos em grupos, os participantes do encontro estudaram o projeto “Morar Bem”, que deverá ser implantado na paróquia como resultado prático da Campanha da Fraternidade. O projeto tem como objetivo a construção ou reforma de casas de famílias empobrecidas, sem renda ou sem condições de melhorar sua moradia.

Os grupos consideram importante desenvolver o projeto de forma participativa, em todas as comunidades, e avaliar a possibilidade de relocar famílias que pagam aluguel em moradas insalubres.  Destacaram a importância do empenho das próprias famílias que serão ajudadas e das comunidades, de forma a desenvolver um trabalho participativo, ou seja, mobilizando a paróquia, as famílias e as comunidades.

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