Coordenação: Luzia Vitalino
Iniciada em 1962, na Casa de Detenção, em São Paulo, a Pastoral Carcerária se consolidou no Brasil nas décadas de 1980 e 1990. Composta por leigos e religiosos, a iniciativa torna concreta uma das obras de misericórdia ensinadas por Jesus: a visita aos presos. Além do acompanhamento espiritual, a Pastoral realiza também atendimento humano e social aos detentos em todo o país.
A Pastoral Carcerária, ligada à CNBB. Agentes da pastoral realizam visitas semanais, celebram a fé, oferecem suporte a presos, egressos e seus familiares, e combatem a tortura e condições desumanas no sistema prisional.
O trabalho da Pastoral Carcerária envolve diversas frentes:
Evangelização e Espiritualidade: Leva a palavra de Deus, bíblias, e celebra sacramentos (missas, confissões) para oferecer esperança e transformação.
Defesa da Dignidade e Direitos Humanos: Atua contra a tortura, superlotação e condições insalubres, monitorando prisões e encaminhando denúncias de violações às autoridades.
Visitas e Apoio Humanitário: Agentes visitam celas e enfermarias para levar acolhimento, fraternidade e apoio, especialmente aos reclusos sem laços familiares.
Apoio a Egressos e Famílias: Auxilia na ressocialização de quem sai do sistema prisional e ampara as famílias, que muitas vezes sofrem estigma social.
Conscientização e Advocacy: Trabalha para conscientizar a sociedade sobre a realidade prisional e pressionar o Poder Público por melhorias e justiça.
O lema “Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25,36) guia a ação da Pastoral, presente em grande parte das dioceses do Brasil.