Quarta-feira de Cinzas abre a Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2026 na Paróquia São João Batista

Na noite da quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, as comunidades da Paróquia São João Batista reuniram-se para a celebração da Missa de Quarta-feira de Cinzas, que marcou o início do Tempo da Quaresma e a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2026. A celebração foi presidida pelo pároco Geraldo Martins Dias, que conduziu a assembleia a uma profunda reflexão sobre conversão, reconciliação e compromisso com a vida.

Em sua homilia, o pároco destacou que a Quaresma não é um fim em si mesma, mas um tempo que prepara para a grande festa da Páscoa, a celebração da vitória da vida sobre a morte. Comparando esse período litúrgico a uma caminhada, recordou que toda caminhada exige disposição, atenção e perseverança, pois muitas experiências acontecem ao longo do percurso. Assim, a Quaresma é esse tempo de preparação que conduz à cruz redentora e à ressurreição de Cristo.

Inspirado na mensagem do Papa Leão XIV, padre Geraldo reforçou a importância da Palavra de Deus como guia dessa caminhada quaresmal. Ele convidou os fiéis a reservarem, diariamente, ao menos alguns minutos para a leitura da Bíblia, destacando que esse pequeno gesto pode transformar o coração e ajudar a perceber as maravilhas de Deus no cotidiano. Segundo ele, a Palavra ilumina e ensina o caminho, conduzindo os passos de cada cristão ao longo desse tempo de conversão.

A reflexão também trouxe o apelo do profeta Joel: “Voltem para o Senhor, rasguem os corações e não as vestes”. O pároco explicou que esse chamado é dirigido a todo o povo de Deus, sem distinção de idade ou condição. A conversão quaresmal começa no interior da pessoa e não se resume a gestos externos. Deus, lembrou ele, é bondade e misericórdia, e não alguém de quem se deve ter medo. Pelo contrário, é próprio de Deus perdoar e acolher quem retorna a Ele.

Na mesma linha, foi recordada a exortação de São Paulo: “Deixem-se reconciliar com Deus”. A reconciliação, segundo o pároco, é o reatar de uma amizade rompida pelo pecado e exige uma caminhada sincera, feita de escuta, confiança e abertura do coração. Conversão e reconciliação caminham juntas e se manifestam em atitudes concretas.

A partir do Evangelho de Mateus, padre Geraldo destacou os três pilares da Quaresma: caridade, oração e jejum. Ele ressaltou que não é possível viver esse tempo ignorando o próximo, especialmente os mais pobres e excluídos. A caridade deve estar unida à justiça. A oração é essencial para quem deseja uma verdadeira mudança de vida. Já o jejum, além da abstinência de alimentos, deve incluir também a abstinência de palavras que ferem, como palavras agressivas, injuriosas e cheias de ódio, como pediu o Papa neste ano.

Nesse contexto, a celebração marcou também a abertura da Campanha da Fraternidade 2026, que volta a tratar do tema da moradia digna. O pároco lembrou que a falta de moradia adequada continua sendo uma realidade dolorosa para milhões de brasileiros e está ligada a questões como desigualdade social, especulação imobiliária e ausência de políticas públicas eficazes. Moradia digna, destacou, é um direito fundamental e a porta de entrada para outros direitos essenciais.

Ao final, antes do rito da imposição das cinzas, padre Geraldo convidou os fiéis a viverem esse gesto de forma consciente, não apenas como uma tradição, mas como um compromisso interior. Receber as cinzas deve significar a decisão de iniciar uma verdadeira caminhada de conversão, reconciliação e transformação de vida, vivendo a Quaresma com autenticidade e fidelidade ao Evangelho.

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