O Brasil vive de forma mais intensa, a partir deste mês de agosto, o clima das eleições para a escolha do presidente da República e dos governadores/as com seus respectivos vices, senadores/as e deputados/as. Os partidos e as federações têm até o dia 5/8 para realizar suas convenções a fim definir seus candidatos/as e suas coligações. A propaganda eleitoral começa no dia 16/8.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mais de 158 milhões de brasileiros/as estão aptos a votar neste ano, um aumento de 1,4% em relação a 2022. No Brasil, o voto é obrigatório a partir dos 18 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos.
O voto é uma das formas mais importantes de exercer nossa cidadania. Por meio dele, consolidamos a democracia e nos comprometemos com a construção da sociedade com a qual sonhamos, justa, fraterna, solidária, igualitária. Por essa razão, ninguém deveria abdicar desse direito fundamental por meio do qual todos participam dos destinos do país.
Não nos passam despercebidos o desencanto e o desinteresse de muitos pela política. Daí a tentação de não votar, anular o voto ou votar em branco. A indiferença com o processo eleitoral é um perigo porque leva a pessoa a não se preocupar em escolher bem seu candidato. Quem assim faz, acaba se tornando cúmplice dos desmandos políticos e favorece a eleição dos que não têm vocação para essa missão. Ajuda a perpetuar a pior política.
Nestas eleições, assumamos o compromisso com a “melhor Política”, elegendo pessoas que realmente busquem o Bem Comum. Ouçamos o apelo do Papa Francisco que, na encíclica Fratelli Tutti, nos convida a “revalorizar a política, que é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas de caridade, porque busca o bem comum” (FT, n. 180).