
A comunidade Nossa Senhora do Carmo, localizada na zona rural do Arrudas, celebrou a festa de sua padroeira nesta quinta-feira, 16 de julho. O evento contou com uma programação intensa que reuniu fiéis em momentos de fé, comunhão e confraternização, incluindo procissão, missa festiva, partilha de caldos e apresentação de música ao vivo.
Como preparação para o dia festivo, a comunidade realizou um tríduo que mobilizou e integrou as demais comunidades da paróquia. Os dias que antecederam a festa foram marcados por Celebrações da Palavra e momentos de partilha mútua. Este ano, as reflexões foram guiadas pelo tema: “Nossa Senhora do Carmo, ensina-nos a viver a caridade e a fraternidade”.
Procissão e Missa Festiva
No fim da tarde de quinta-feira, às 18h30, os fiéis se concentraram na residência de Sebastião de Antônio Nestor. De lá, a procissão seguiu em cortejo luminoso rumo ao espaço de celebrações da comunidade, onde foi realizada a Santa Missa.
A celebração foi presidida pelo pároco, padre Geraldo Martins. Em sua homilia, o sacerdote destacou a forte ligação espiritual da comunidade com a Arquidiocese de Mariana, lembrando que a cidade de Mariana também tem Nossa Senhora do Carmo como sua padroeira. Esta foi a terceira edição da festa realizada na paróquia, ocasião em que o padre elogiou o engajamento dos moradores, ressaltando que a comunidade “já nasceu grande e forte”.

Homilia foca no combate à desigualdade
Durante a homilia, padre Geraldo aprofundou a reflexão sobre a fraternidade e a caridade. O pároco explicou a raiz da palavra frater (irmão), contextualizando que a verdadeira identidade de irmãos nasce a partir do sacramento do batismo.
“É a graça do batismo que nos faz membros do corpo místico de Cristo que é a Igreja, a comunidade viva que celebra a fé. Todos nós somos irmãos e irmãs uns dos outros à medida que fazemos a vontade do Pai e nos tornamos família de Cristo, como nos lembra o evangelho desta festa”, afirmou o sacerdote.
O pároco também fez críticas às divisões sociais atuais. Segundo ele, atitudes como a violência, a divisão e a indiferença caminham na contramão do Evangelho. Padre Geraldo enfatizou que a desigualdade social não deveria encontrar espaço dentro de uma comunidade de irmãos. “A Igreja é o pobre ajudando o pobre, vivendo a fraternidade como Jesus mandou. Ser diferente é uma coisa, ser dividido é outra. A fraternidade nos faz pensar no outro como irmão”, pontuou.
Ao encerrar, o celebrante ligou o conceito de caridade à ação social transformadora, afirmando que ajudar o próximo exige enxergar e combater as causas reais da pobreza. Ele apontou o exemplo bíblico de Maria, que demonstrou caridade concreta ao passar três meses amparando sua prima Isabel, e pediu que a padroeira inspire a todos a crescerem diariamente no amor e na Palavra de Deus.
Após cantar parabéns para os aniversariantes, incluindo o pároco, padre Geraldo, a comunidade se aqueceu com caldos quentinhos e música animada prorcionada por artistas locais.

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