No dia 26 de outubro de 2025, a paróquia São João Batista realizou, pela primeira vez, um casamento comunitário. O sacramento foi recebido por seis casais que já haviam constituído uma família, sem terem se casado na Igreja. Para se prepararem para esse grande dia, que era sonho de muitos, os casais participaram de encontros promovidos pela Pastoral Familiar.
A cerimônia foi realizada em uma missa solene, celebrada pelo pároco, padre Geraldo Martins, que acolheu os casais expressando sua alegria pela opção feita por eles ao buscarem a bênção de Deus e a santificação pelo sacramento do matrimônio.
Na homilia, Pe Geraldo ressaltou o sentido do matrimônio, ao retomar um texto de Tobias, meditado na liturgia. Nessa passagem, o sacramento é apresentado como dom e missão, um meio pelo qual os esposos se santificam mutuamente. “Na noite de núpcias, Tobias chamou Sara e fez uma oração com ela, ‘levanta-te minha irmã, oremos, e imploramos ao Senhor que nos conceda misericórdia e salvação’.” Segundo o sacerdote, “cada um tem a obrigação de ser causa de salvação para o outro”. A oração mútua, destacou ele, é essencial para que o amor seja fonte de salvação.

Do texto de Tobias, destacou também que Deus é a origem e o centro do amor conjugal: “Foste tu que criaste Adão e Eva”, dizem as escrituras. “Foste Tu que criaste o Jean para a Andréia, o Arlindo para a Katia, o Jasson para a Juliana, o Gustavo para a Andrea, a Maria das Graças para o Moacir, e, o Pedro para a Delma …” E pontuou que o amor conjugal deve ser vivido com pureza, sinceridade e desejo de envelhecer juntos, como em uma oração: “Concede-nos que juntos cheguemos a uma idade avançada”.
Ao retomar o evangelho das Bodas de Caná, o pároco ressaltou que “Jesus é o noivo, os convidados e a assembléia que são a noiva. Jesus traz o vinho novo, no seu amor e no seu jeito de amar.” Assim como Cristo amou a Igreja, os esposos devem amar-se com entrega e sacrifício. Ao falar do amor verdadeiro segundo São Paulo, o sacerdote citou a seguinte passagem: “O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta, tudo perdoa” (1Cor 13, 7), enfatizando que amar não é dominar, mas dialogar, ouvir e perdoar.
Com o propósito de construir uma união feliz e duradoura, Pe Geraldo recomendou vida espiritual sólida: com meditação da Palavra, participação frequente nos sacramentos da Confissão e da Eucaristia. Também afirmou que “muitas crises conjugais seriam superadas se houvesse mais espiritualidade e vivência sacramental”. Outro ponto destacado por ele foi a compreensão de família como “igreja doméstica”, que, nesse sentido, deve ser “santuário da vida, onde Deus ocupa sempre o centro”.
Para finalizar, o pároco salientou que o sacramento gera transformação interior que reflete no exterior: “Estou mais feliz porque tenho o sacramento do matrimônio. Deus habita agora em mim e nele também”, disse. E assim, convidou os casais a transmitirem essa alegria e fé aos outros, como testemunho do amor de Deus.


Após a homilia, foi feito o rito sacramental, em que cada casal foi chamado à frente para as promessas matrimoniais e logo depois receberam as alianças trazidas por seus filhos. Em seguida, casais da Pastoral Familiar presentearam os recém-casados com uma imagem da Sagrada Família que, em seguida, foi abençoada pelo padre. Finalizando a cerimônia, houve um momento de fotos dos recém-casados com familiares e amigos.






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