Encontro de agentes destaca missão de ser “sal e luz” na festa do padroeiro

Na noite da última terça-feira (9), cerca de 60 agentes de pastorais da Paróquia São João Batista, em Viçosa (MG), participaram de um encontro de oração e espiritualidade em preparação para a novena e a festa do padroeiro, que têm início no próximo dia 15. A iniciativa foi convocada pelo pároco, padre Geraldo Martins.

A programação começou às 19h, na Igreja São João Batista, com a celebração eucarística, e prosseguiu no salão paroquial, onde os participantes refletiram sobre o Evangelho do dia, destacando a missão do cristão de ser “sal e luz do mundo”.

Em um ambiente preparado para a dinâmica, os agentes se organizaram em pequenos grupos, utilizando velas e recipientes com sal como símbolos para discutir o significado dessa vocação no contexto da festa do padroeiro. Durante a partilha, ressaltaram a importância da luz em todos os momentos da vida humana e, sobre o sal, enfatizaram suas propriedades de dar sabor, curar e conservar.

Paulo Fernando, Ministro da Palavra, lembrou que todos possuem dons necessários para viver essa missão, bastando colocá-los a serviço. Já o pároco destacou que tanto o sal quanto a luz atuam de forma discreta. “Só percebemos sua falta ou excesso. Que nossa festa seja marcada pela alegria e pela discrição, sem busca por reconhecimento pessoal, mas para que Deus seja glorificado”, afirmou.

Na sequência, padre Geraldo explicou que os temas da novena e da festa foram inspirados na primeira carta apostólica do papa Leão XIV, Dilexi te, que enfatiza a inseparabilidade entre a fé e o amor aos pobres. Ao citar o documento, recordou que Cristo assumiu a condição humana em sua fragilidade, identificando-se com os mais necessitados.

“Precisamente para partilhar os limites e as fraquezas da nossa natureza humana, Ele mesmo se fez pobre, nasceu segundo a carne como nós e reconhecemo-lo na pequenez de uma criança recostada numa manjedoura e na extrema humilhação da cruz, onde partilhou a nossa radical pobreza, que é a morte” (n. 16), leu o pároco.

Com base no documento que afirma que a Igreja deve ser “Igreja das Bem-aventuranças”, dando lugar privilegiado aos pequenos e caminhando com os pobres, o pároco exortou os agentes a priorizarem essa atenção durante as celebrações. “Olhem com o olhar de Cristo. Que os pobres tenham lugar privilegiado em nossa festa”, concluiu.

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