
Na tarde do último sábado (15/08), os Ministros da Palavra da Paróquia São João Batista se reuniram no salão paroquial para um encontro de formação com o pároco, padre Geraldo Martins. Durante o evento, conduzido em clima descontraído, o sacerdote refletiu com os ministros sobre a relevância da Celebração da Palavra de Deus nas comunidades quando não há a presença de um padre.
Guiado por um texto do padre Moisés Henrique Fragoso de Souza, padre Geraldo explicou que a celebração dominical da Palavra, na ausência do presbítero, é uma prática antiga na vida da Igreja que visa manter vivas a fé e a unidade das comunidades. Dessa forma, esse momento constitui uma verdadeira ação litúrgica, ou seja, uma ação do próprio Cristo à qual a Igreja se associa, santificando o domingo e os fiéis.
Ao contextualizar historicamente a celebração, o pároco abordou os desafios da Igreja para manter as comunidades unidas diante da escassez de padres, de perseguições ou de limitações à liberdade religiosa. Ele lembrou que, desde os primórdios do cristianismo, os fiéis já se reuniam em pequenos grupos ou em famílias para celebrar a ressurreição de Cristo.
Padre Geraldo também fez referência aos documentos da Igreja, destacando que, a partir do Concílio Vaticano II (1962–1965), passou a oferecer indicações mais específicas para essa forma de ação litúrgica, que deve estar em profunda conexão com a celebração eucarística.
Segundo as orientações apresentadas, a celebração da Palavra precisa ser preparada e conduzida por uma equipe de celebração, na qual cada membro cumpre sua função própria. A presidência desse momento é sempre exercida por ministros leigos e leigas devidamente formados e enviados pelo bispo.
O pároco reforçou que a celebração da Palavra não é uma simples substituição da missa, mas um verdadeiro encontro com o Senhor, que convoca a comunidade, fala por meio das Escrituras, alimenta a fé e envia os fiéis em missão. Por fim, ele enfatizou a necessidade de uma formação integral dos ministros, que devem cultivar uma sólida vida espiritual, conhecimento bíblico-litúrgico e um testemunho coerente de fé.
Essa formação permanente deve contemplar as dimensões humano-afetiva, intelectual, espiritual-litúrgica e pastoral-missionária, uma vez que esses irmãos e irmãs possuem, acima de tudo, a missão de colaborar nos diversos ministérios para promover a participação ativa, plena e consciente de toda a assembleia reunida. Por isso, é fundamental que os Ministros da Palavra sejam a conscientes de que estão diante da comunidade para servi-la da melhor forma possível.
Por fim, o sacerdote destacou que a formação também deve se estender às equipes que preparam e conduzem os demais ritos da celebração e a toda a comunidade, permitindo que todos compreendam a natureza e a eficácia da ação litúrgica.
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